Carrion Crown

Capítulo 1 - Missivas dos Mortos

Ano: 4706
Local: Universidade de Lepidstadt – Lepidstadt

Darius Drakov está terminando seu trabalho de conclusão de curso, a alguns dias da data final de entrega, quando seus companheiros do clube de esgrima Gateguard o convocam para a Cerimônia, um ritual conhecido que envolve disputas de esgrima regadas a bebidas no topo de uma colina. Sob a pressão de seus colegas Henric Luszi e Morvius Vanyar ele resolve ir, porém munido de infusões e material de primeiros socorros.

Vários formandos e estudantes da Fraternidade Gateguard se aproximavam do local marcado, esperando saírem de lá portando a Cicatriz de Lepidstat, sinal de status e companheirismo entre os acadêmicos da universidade. Nicolos von Murdoc, um aristocrata de Ustalav, solta algumas provocações para o jovem Darius, que responde de forma agressiva e sarcástica. Ao fundo, um jovem se candidata para se iniciar a cerimônia, e se coloca de costas ao pequeno penhasco enquanto três outros estudantes o cercam e preparam seus golpes. Golpes esses mais provocativos do que efetivos, com o objetivo de baixar a guarda do estudante ao invés de ferí-lo seriamente. Um corte rápido no rosto do voluntário deixa uma cicatriz fina e termina o embate em meio a aplausos e aprovação de seus semelhantes.

Henric se voluntaria para participar, ansioso por passar pelo ritual e ganhar o respeito de seus iguais. Ele se mantém firme, devolvendo alguns ataques de forma defensiva mas logo é atingido no rosto, conseguindo a cicatriz. Morrius, logo depois, segura bem a sua posição até escorregar na lama e ficar desequilibrado. Apesar de sua vulnerabilidade, ele ainda consegue desarmar um dos seus atacantes e se proteger, se surpreendendo quando um golpe atravessa suas defesas e deixa um corte superficial na maçã do seu rosto. Enquanto isso Darius observa os embates e se prepara. Para o rapaz qualquer combate é uma prova, um degrau no longo caminho até o seu confronto final. Ele ingere uma profusão de infusões, a primeira eliminando os sinais de sua embriaguez, a segunda gerando um campo protetor e a terceira modificando a sua forma física, oferecendo uma força extraordinária. Então ele convoca Nicolos para a dança e o combate inicia.

Henric avança timidamente, seu ataque um mero teste para as suas defesas. Nicolo avança mais decisivamente mas é detido pela proteção alquímica e logo parece notar. Darius devolve o golpe atingindo o aristocrata com tamanha força que entorta o sabre de treino e força-o a abandonar a disputa. O alquimista, tomado por uma fúria desconhecida, quase ataca Nicolos pelas costas, se segurando no último instante. Sem compreender a força que toma a sua mente, Darius tenta se conter, mas ao ser acertado por Henric tem a sua vontade sobrepujada. Instintos animalescos tomam conta de sua mente e ele ataca os seus colegas furiosamente até ser acertado no rosto e conseguir se conter diante das feições de medo de seus companheiros. Vendo seu amigo Morvius ferido, ele tenta ajudar mas termina por fugir da multidão.

Após incessantes experimentos disputando a sua atenção com o seu trabalho acadêmico, Darius isola o componente que deixa a infusão mutagênica tão instável e passível de danificar o seu intelecto. O mesmo componente, porém, potencializa o efeito de desenvolvimento muscular do mutagen, gerando ainda mais força para o alquimista. Sabendo que toda e qualquer vantagem melhorará as suas chances quando o confronto final chegar, ele decide por manter o elemento instável em sua fórmula apesar dos riscos inerentes ao seu uso.

Ano: 4709
Local: Mansão da família Drakov – Ardeal

Darius e Adrius Drakov discutem fervorosamente a respeito de sua viagem a Lepidstat: o caçador aposentado não quer deixar as suas terras, e o filho mais velho quer pesquisar uma cura para a doença que aflinge o seu pai. Kadija tenta amainar a situação, convencendo o pai a fazer a viagem. Após alguma discussão entre os dois, a noite tempestuosa se passa, com Adrius e Darius conversando amigavelmente. Kadiga ouve parte da conversa e depois vai dormir, enquanto Darius dorme na porta do quarto do pai.

Os esforços dos irmãos, porém, não se provam páreo para a doença devastadora. Ao amanhecer Kadija encontra o pai desfalecido e chama por Darius, que não precisa lançar mão de toda a sua perícia medicinal para constatar que Adrius não mais vivia.

Dias após, o testamento é lido por Kadija, e nele, Adrius deixa instruções precisas para o seu funeral. Estavam presentes o professor e amigo da família Petros Lorrimor, o sacerdote local Thanus, a governante Mathilda e os dois filhos. Adrius deixara um baú para Mathilda, outro para o professor Petrus e um terceiro para o sacerdote. Entre as instruções dadas, Adrius exigia que seu funeral fosse realizado no Dia da Lua e seu corpo fosse queimado de uma forma específica, envolvendo uma magia a ser conjurada pelo professor.

No dia seguinte, porém, o sacerdote Thanus chega acompanhado de Dom Emilio, sacerdote elevado na hierarquia da cidade de Kavapesta. O Dom explica para a família que Adrius havia sido um inquisidor da religião de Pharasma e caçador de mortos-vivos e, por seu serviço dedicado, iria ser reconhecido com um busto a ser exibido entre os santos de Kavapesta. Ele pede aos irmãos Drakov que o enterro seja adiado para que um escultor possa ser trazido, mas Darius não parece afeito à ideia que o seu pai não seja enterrado quando devia. Os irmãos discutem calorosamente, mas Darius convence Kadija que a vontade de seu pai era de ser despachado o mais rápido possível. O alquimista vai até a cidade e transmite a decisão a Dom Emilio, que parece desapontado.

À noite, Kadi ja lamenta a morte do pai chorando ao seu lado. Darius a encontra e tenta oferecer algum apoio antes de ir dormir. Pouco depois, após ser deixada sozinha com o seu pai, ela ouve sons estranhos se aproximando da casa por fora. Quando vai examinar os sons é atacada por Dom Emilio, agora demonstrando sinais claro de desmorte. Acompanhando o pretenso sacerdote morto-vivo dois combatentes escalam as paredes da casa e tentam adentrar o quarto. Kadija grita por ajuda, e Darius, sendo acordado no meio da noite, olha ao redor e leva a sua arma mais efetiva: a infusão mutagênica. Ao invadir o quarto e encontrar a sua irmã sendo atacada pelo desmorto e seus capangas, Darius ingere a infusão e a sua forma física muda diante dos olhos de todos: seus músculos saltam e incham, seus ossos estalando diante do esforço de prover força para tanta massa, suas unhas são arrencadas em meio a sangue, sendo substituídas por garras lupinas. Seu dentes caem pelo assoalho, dando lugar a presas desiguais e pontudas, e o monstro que domina a sala não guarda muitas semelhanças com o jovem alquimista. Ele cai sobre o guarda-costas do sacerdote em uma avalanche de garras e presas, deixando-o sangrando insconsciente no chão. Kadija e o morto-vivo trocam golpes, e o farsante Dom Emilio se mostra surpreso com a resistência da garota perante a sua força extraordinária. A luta toma um outro rumo quando o professor Petros Lorrimor irrompe na sala e invoca uma rajada de chamas que ateia fogo ao morto-vivo, que decide em favor da sobrevivência e resolve fugir pela janela. Kadija não desperdiça nenhum momento – ela pega o mosquete de seu pai e dispara no morto-vivo fugitivo, acabando com sua fuga.

Kadija e Lorrimor queimam o corpo do reverendo enquanto Darius tenta explicar a natureza de sua infusão mutagênica e extinguir suspeitas de licantropia. Kadija acalma os servos e criados da mansão, anunciando que ladrões tentaram invadir a casa em busca dos tesouros da família. O alquimista procura Kendra, a filha do professor Lorrimor, e tenta acalmá-la depois que ela o avistou transmutado no monstro.

Ano: 4711
Local: Mansão da família Drakov – Ardeal

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01 de Pharast – 4711
Local: Ravengro

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02 de Pharast – 4711

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Italo

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